Compilado da semana: Radiologia, Ortopedia e Neurologia Veterinária — 1º de setembro de 2026
As novidades da semana em radiologia, ortopedia e neurologia veterinária: calcificações na TC, ultrassom intervencionista, complicações pós-operatórias e condutas em urgência neurológica.

Diagnóstico por imagem
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Padrões de calcificação de partes moles na tomografia de corpo inteiro em cães: Um estudo retrospectivo multicêntrico caracterizou os padrões tomográficos de calcificação distrófica e metastática em cães [1]. O trabalho detalha como a distribuição e a morfologia dessas deposições minerais na TC ajudam a diferenciar endocrinopatias, distúrbios metabólicos e doenças sistêmicas debilitantes [1].
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Ultrassonografia veterinária avançada: tendências em diagnóstico e terapêutica: Uma revisão atualizou o estado da arte da ultrassonografia em pequenos animais, com destaque para o crescimento das intervenções guiadas por imagem e do monitoramento longitudinal [2]. O trabalho posiciona o ultrassom não apenas como ferramenta diagnóstica de rotina, mas como peça central do planejamento terapêutico minimamente invasivo [2].
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Três métodos radiográficos para avaliar o aumento de átrio esquerdo em cães: Pesquisadores compararam o desempenho diagnóstico de três métodos radiográficos na detecção do aumento atrial esquerdo, correlacionando as mensurações quantitativas com os achados qualitativos [3]. A padronização dessas técnicas dá mais precisão ao estadiamento das cardiopatias na rotina de imagem [3].
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Dexmedetomidina em baixa dose e butorfanol para TC cardíaca sincronizada por ECG: Uma série de casos retrospectiva avaliou a segurança e a eficiência desse protocolo em cães submetidos à tomografia cardíaca sincronizada ao eletrocardiograma [4]. A combinação proporcionou estabilidade hemodinâmica adequada e redução de artefatos de movimento durante a aquisição das imagens [4].
Ortopedia
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Alterações radiográficas atípicas em cães tratados com bedinvetmab (Librela): Relatos recentes descreveram achados radiográficos incomuns em cães em tratamento de osteoartrite com o anticorpo monoclonal bedinvetmab [5]. O estudo alerta que imagens articulares e ósseas inesperadas precisam ser lidas dentro do contexto clínico do paciente, para evitar tanto a interpretação equivocada quanto a suspensão indevida da terapia [5].
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Comparação de dois sistemas de graduação de complicações pós-operatórias: Um estudo comparou a aplicação de dois sistemas estruturados de classificação de complicações após procedimento ortopédico eletivo em cães [6]. Padronizar a notificação de eventos adversos melhora a auditoria cirúrgica, a comunicação com o tutor e a comparação de eficácia entre técnicas [6].
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Fratura fisária tibial distal secundária a fisite séptica e osteomielite em filhote: Um relato de caso documentou o manejo de uma fratura fisária em filhote de Boxer decorrente de infecção bacteriana grave [7]. A publicação reforça o peso da correlação entre imagem e clínica e da intervenção cirúrgica precoce no resgate funcional do membro [7].
Neurologia
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Biblioteca de acesso aberto sobre doenças neurológicas associadas a raças caninas: Foi lançado um repositório científico de acesso livre dedicado ao mapeamento de doenças neurológicas com predisposição racial em cães [8]. A iniciativa organiza os diagnósticos diferenciais por raça e acelera a consulta de neurologistas e radiologistas na rotina [8].
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Ressonância magnética pós-operatória da coluna cervical e o artefato do hemostático: Estudo avaliou os achados de RM em cães submetidos a ventral slot cervical, caracterizando o comportamento de imagem do hemostático à base de gelatina suína (Spongostan) [9]. Reconhecer esse padrão é o que evita confundir material absorvível com alteração inflamatória ou complicação pós-cirúrgica precoce [9].
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Extrusão aguda e hidratada do núcleo pulposo (HNPE): conservador ou cirúrgico?: Um estudo comparou os desfechos do tratamento conservador e da cirurgia em cães com HNPE e estado neurológico grave [10]. Os resultados dão base concreta para a decisão na urgência neurológica, delimitando quando a terapia clínica basta e quando a indicação é cirúrgica [10].
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Ontogênese pós-natal da coluna vertebral e da medula espinhal em gatos: Uma pesquisa descreveu a dinâmica do desenvolvimento pós-natal das estruturas espinhais felinas, oferecendo referência anatômica atualizada para os estudos de imagem [11]. Conhecer essa progressão evita que a variação fisiológica do crescimento seja lida como doença congênita ou adquirida [11].
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qEEG e conectividade funcional na epilepsia canina: Uma revisão integrativa destacou o uso da eletroencefalografia quantitativa e da avaliação de conectividade funcional como ponte translacional para o estudo e a classificação automática da epilepsia em cães [12]. A tecnologia aponta para um monitoramento de crises mais fino e um tratamento anticonvulsivante mais individualizado [12].
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Neuropatias sensoriais e autonômicas hereditárias: série de onze cães: Pesquisadores caracterizaram os sinais clínicos e os achados eletrodiagnósticos de onze cães com suspeita de neuropatia hereditária [13]. O levantamento reforça a utilidade da eletromiografia e da velocidade de condução nervosa para localizar com precisão as lesões do sistema nervoso periférico [13].
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Crises epilépticas em gata com anticorpos anti-mGluR1: Um relato de caso identificou crises convulsivas em uma gata com anticorpos contra o receptor metabotrópico de glutamato 1 [14]. O achado reforça a necessidade de incluir as encefalopatias autoimunes na investigação de quadros convulsivos felinos complexos [14].
Destaques da semana
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A neurologia dominou a semana: das bibliotecas de consulta por raça [8] à conduta na extrusão aguda de núcleo pulposo [10], passando pelo eletrodiagnóstico em neuropatias [13] e por biomarcadores em epilepsia [12].
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Imagem avançada em evidência: TC e RM apareceram na caracterização de artefato pós-cirúrgico na coluna cervical [9], nos padrões de calcificação mineral em doenças sistêmicas [1] e em protocolo de imagem cardíaca sincronizada [4].
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Padronização e segurança na ortopedia: o foco esteve no alinhamento dos sistemas de notificação de complicações cirúrgicas [6] e na leitura cuidadosa de manifestações radiográficas em pacientes sob terapia biológica para osteoartrite [5].
Fontes
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Sobre o autor
Guilherme da Silva Proença
CEO/Founder Ortoradio Radiologia e Ortopedia Veterinária
Guilherme Proença é médico-veterinário formado pela UDESC em 2007, especializado em Radiologia Veterinária pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI) desde 2014 e em Ortopedia Veterinária pela Anclivepa-SP, com formação concluída em 2021 e atuação na área desde 2020. É fundador da Ortorádio, empresa que oferece serviços de radiologia e ultrassonografia móveis, ortopedia, fisioterapia e eletrocardiografia veterinária na Grande Florianópolis. Neste blog, compartilha conteúdos sobre ortopedia, diagnóstico por imagem e saúde animal de maneira técnica, prática e acessível a médicos-veterinários, estudantes e tutores.
